sábado, 21 de maio de 2011

A IMPORTÂNCIA DE UM PAÍS COM ÉTICA SOCIAL, EDUCAÇÃO E UMA BOA RELAÇÃO INTERPESSOAL

O país em que eu quero viver
O país em que eu quero viver não está deitado eternamente em berço esplêndido esperando que um raio vívido de amor e de esperança à terra desça. O país onde eu quero viver está em constante vigília pela cidadania e seus habitantes é que irradiam amor em suas ações e constroem aquilo que desejam, não esperam acontecer.

Este aviso seria necessário em um país civilizado?

POR QUE O BANHEIRO ONDE VARIAS PESSOAS UTILIZAM É NECESSÁRIO ESSE TIPO DE AVISO?
Por que o banheiro não estava limpinho, perfumado, com um rolo de papel higiênico sequinho pendurado ao lado do vaso sanitário, sem qualquer cartaz solicitando o que deveria ser o óbvio para qualquer indivíduo minimamente bem educado em qualquer lugar minimamente civilizado?
Será que em em suas próprias casas as pessoas que deixaram aquele banheiro no estado em que se encontrava também entopem o vaso sanitário jogando dentro dele rolos inteiros de papel higiênico e dezenas de clipes de papel presos uns aos outros?
Será que em suas próprias casas, depois de entupir propositadamente o vaso sanitário, aquelas pessoas também urinam e defecam nele e depois puxam a descarga até fazer o vaso transbordar e fazer excrementos e papéis sujos se esparramarem pelo chão?
Imagine este banheiro em uma rodoviária brasileira. Quanto tempo ele permaneceria nestas condições?
O país em que eu quero viver – podem me chamar de “elitista” à vontade – não é um país de porcos e vândalos, mas um país de gente bem educada e com gosto pelo bem comum.
Os banheiros públicos do país em que eu quero viver são bem arejados e iluminados, abertos 24 horas por dia, nos 7 dias da semana, sendo necessário para sua manutenção um único funcionário que passa uma vez por dia para recolher o lixo e repor os produtos de higiene pessoal e de limpeza do local.
Nos banheiros públicos do país em que eu quero viver há um armário com papel higiênico, toalhas de papel, sabonete líquido, shampoo e condicionador, desodorantes, talco, lencinhos Humedecidos e fraldas de diversos tamanhos.
Há também um chuveiro com box e um conjunto de toalhas de pano acondicionadas em sacos plásticos selados, como aqueles dos hotéis, guardadinhas no mesmo armário sob a pia. E, claro, há um secador de cabelos sempre disponível.
Tudo isso com muita simplicidade e praticidade, como podemos ver na foto:
Vaso sanitário com ducha higiênica, box com chuveiro, pia com espelho, armário abaixo da pia e bancada parcialmente visível à direita da pia.
A única coisa que falta no banheiro da foto é a barra de apoio para deficientes físicos, que deveria ser instalada ao redor do vaso sanitério e também no interior do box para permitir um banho seguro e confortável.
E quem paga a manutenção disso tudo, a reposição dos produtos de higiene e limpeza, o salário do zelador, a água e a eletricidade, além dos eventuais consertos necessários devido ao natural desgaste dos materiais?
Ora… os usuários, é claro.
Bem no cantinho da bancada há uma lista com os preços dos produtos, uma máquina de cartão de crédito e um cofrinho. Cada um calcula e paga sua própria despesa e acrescenta uma doação espontânea, em geral cerca de 10% do consumo, para manutenção do sistema.

Uma máquina leitora de cartão de crédito é tão simples que qualquer um pode operar.
Para sua comodidade, também é possível pagar em dinheiro ou em cheque.
Não, no país em que eu quero viver não há problema algum deixar o dinheiro em um cofrinho aberto em cima da bancada. Lá todo mundo sabe que só se deve mexer no dinheiro do cofrinho para recolocá-lo no lugar certo em caso de queda acidental.
No país em que eu quero viver, o povo é honesto e gosta de colaborar para o bem comum. Mas isso às vezes também causa alguns problemas. Vou abrir um parêntese no artigo para contar uma dessas histórias.
O jogador de futebol e o zelador público
Lá no país em que eu quero viver havia um cidadão que que jogava futebol nas proximidades de um banheiro público. Todos os dias, após o jogo, ele usava aquele mesmo banheiro para tomar banho e trocar de roupas antes de ir para casa. Porém, ele sempre chegava com as chuteiras sujas de barro e deixava o chão sujo.
Incomodado com o fato de outra pessoa ter que limpar a sujeira que ele fazia, o jogador deixou um bilhete para o zelador do local solicitando que ele arranjasse um lugar para colocar um balde e um rodo com esfregão super-absorvente, a fim de que o jogador pudesse deixar o chão limpo para o próximo usuário.

Cidadão consciente ao término da utilização do espaço público.
O zelador respondeu deixando outro bilhete no cofrinho, no qual informava que não atenderia aquela solicitação porque não admitia que outra pessoa fizesse o trabalho pelo qual ele recebia seu salário. Ao invés disso, ele mudaria o horário do seu turno para limpar o banheiro sempre logo após os jogos.
Enfurecido por saber que outra pessoa não somente teria que limpar sua sujeira como ainda teria que mudar seus horários em função dos jogos, o jogador ameaçou o zelador dizendo que passaria a depositar uma quantia maior no cofrinho para cobrir as despesas com a limpeza do local caso o equipamento de limpeza não fosse disponibilizado.
Inconformado com a intransigência do outro, sem porém ter qualquer alternativa exceto a inaceitável hipótese de receber uma remuneração extra injusta para o que considerava o simples cumprimento de seu dever, o zelador finalmente cedeu e instalou uma prateleira abaixo da bancada para guardar o equipamento de limpeza.
Mas corre o boato que até hoje os dois reclamam um do outro.
Se você não acreditou nesta história, não sabe o que está perdendo. O país em que eu quero viver tem mesmo um povo muito camarada, que gosta de contribuir para o bem comum em todos os aspectos da vida, não apenas na manutenção dos banheiros públicos.
No país em que eu quero viver, quando uma chuva forte estraga o calçamento de uma rua ou a própria faixa de trânsito, a associação dos moradores locais telefona para a prefeitura e pergunta se eles poderão resolver o problema no dia seguinte. Nas poucas vezes em que isso não é possível, o que só ocorre quando todos os recursos humanos e materiais do Poder Público estão comprometidos com alguma emergência, a própria população resolve o problema imediatamente.
A associação de moradores contata uma empresa de construção, adquire os materiais necessários, organiza um mutirão e trabalha junto com os operários para resolver o problema o mais rápido possível. Resolvido o problema, a associação manda as notas fiscais dos materiais adquiridos para que a prefeitura faça os devidos reembolsos, o que é sempre feito com presteza e sem burocracia.
O único problema que surge nestes casos é que o pessoal da associação de moradores, a empresa de construção e os operários nunca cobram o tempo trabalhado. O prefeito sempre esbraveja, exige remunerar as horas de trabalho dispendidas na recuperação do pavimento, mas acaba tendo que aceitar a vontade da população.
Uma vez houve um prefeito que tentou uma vingança moral investindo o valor que teria sido gasto com a recuperação de uma rua no ajardinamento dos parques da região, mas a população adorou o resultado e não deu atenção quando ele revelou o golpe. Frustradíssimo com a falha de sua vingança, o coitado acabou reeleito com expressiva votação até mesmo dos membros do partido de oposição. Nem tudo é perfeito…
A tentativa frustrada de vingança moral do prefeito.
No país em que eu quero viver, você também pode viver.
Tudo que você precisa fazer é me ajudar a construir este país.




REFERÊNCIAS

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 26/04/2011
 









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